Pedro Ramos - mar 25, 2020

Residência médica: saiba como escolher?

Quem pretende seguir carreira em Medicina, precisa saber que a faculdade é apenas o primeiro passo, e que estudar será uma prática por toda a vida. Logo depois da graduação, a maioria dos médicos já parte para a Residência Médica. Ela é uma especialização na área, não obrigatória para quem é formado, mas necessária para obter um título de especialista (como pediatra, cardiologista, oftalmologista etc).

A Residência Médica foi instituída por decreto em 1977 e possui uma série de regulamentações. Muitos estudantes de graduação têm dúvidas sobre o assunto. Você sabe, por exemplo, como se inscrever num programa de Residência Médica e quanto tempo vai durar essa fase? Confira em nosso post! 

Como entrar na Residência Médica?

Jovens profissionais durante residência médica

A Residência é oferecida por instituições de saúde (em geral hospitais e clínicas) e realizada sob a orientação de médicos com longa experiência. Para fazer uma residência, o médico recém-formado precisa passar por um processo seletivo, que inclui prova teórica (maior peso na avaliação), análise de currículo e entrevista. 

Qual o tempo de Residência Médica? 

O tempo do curso vai depender da especialidade escolhida pelo estudante. Em média, as Residências Médicas duram de dois a três anos, mas podem chegar até cinco anos. Veja a lista completa aqui.

Quanto o médico ganha durante a Residência Médica?

Ao ser aprovado para um curso de Residência, o médico passa a ganhar uma bolsa de estudos. O valor é regulamentado pelo Ministério da Educação (MEC) e atualmente corresponde a R$ 3,3 mil. 

Quais as especialidades mais comuns?

De acordo com a pesquisa “Demografia Médica no Brasil 2018”, os cursos de residência que mais formam especialistas são: Clínica Médica, Pediatria, Cirurgia Geral, Ginecologia e Obstetrícia, Anestesiologia, Medicina do Trabalho, Ortopedia e Traumatologia, Cardiologia, Oftalmologia e Radiologia e Diagnóstico por Imagem. 

Como escolher o curso de Residência?

A primeira questão a considerar é o assunto. Pense nas disciplinas que você mais gostou ao longo da faculdade de Medicina. Quem opta por trabalhar com algo que tem afinidade, tem mais chances de sucesso.

Em seguida, procure conhecer como funciona a rotina dos especialistas da área que você escolheu e qual o perfil dos pacientes que procuram por essa área.

Outro fator que pode influenciar e muda bastante conforme a residência que você escolheu é a questão financeira. A média salarial entre as especialidades varia bastante, então vale a pena conferir quanto ganha cada uma delas. Se você está em dúvida entre mais de uma residência, esse pode ser um critério para desempate. 

É importante ainda conhecer a instituição onde você irá fazer a Residência Médica. Você pode buscar referências dos médicos do local e conversar com outros residentes (nome dado ao médico durante essa fase), ou mesmo com profissionais já formados naquele local. Para que uma instituição esteja apta a oferecer um curso para qualquer especialidade, ela precisa ser credenciada pela Comissão Nacional de Residência Médica.

Planejar sua vida profissional é essencial, e uma das etapas importantes é a escolha da residência. Para saber mais sobre planejamento, confira também nosso e-book Manual de como estruturar um plano de carreira na Medicina.

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Escrito por Pedro Ramos