Redação Afya - mar 1, 2022

Mês das Mulheres: veja 5 profissões em que elas estão ganhando espaço

Ser minoria não é fácil. Ansiedade, medo social e desconfiança são emoções intrínsecas a todo ser humano. Mas, quando não estamos junto à presença de nossos pares, nosso estado de alerta torna-se muito mais sensível, transformando situações comuns para a maioria das pessoas em gigantescos desafios para quem está à margem da sociedade.

É por este motivo que notícias sobre pioneirismo são tão emocionantes. É também este o porquê deveríamos valorizar mais cada uma das mulheres que encaram salas de aula e departamentos de trabalho quase que inteiramente preenchidos por homens.

Em lembrança ao Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 8 de março, nós escrevemos este artigo com o propósito de encorajar você, pré-vestibulanda, a correr atrás dos seus sonhos, mesmo que talvez venha a ser uma minoria na sua área. Pois, apesar de fazer parte de uma minoria, você definitivamente não estará sozinha. Abaixo nós selecionamos algumas estatísticas que comprovam isso!

Agrônoma

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), 43% dos pequenos agricultores do mundo são do gênero feminino atualmente e, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a maioria das mulheres do setor ocupa cargos de liderança no Brasil.

Enquanto os avanços tecnológicos e a necessidade por uma mão de obra mais especializada no campo trouxe mais mulheres ao agronegócio, elas logo superaram as expectativas, demonstrando mais preocupação com a questão da sustentabilidade. Atualmente, quem ocupa a presidência da Sociedade Rural Brasileira (SRB) é uma mulher, a primeira nos mais de 100 anos de existência da entidade.

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Desenvolvedora Tech

Se o futuro será feminino, não sabemos. Mas, com toda certeza, ele será tecnológico e há milhares de brasileiras bastante cientes deste fato. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a participação das mulheres nas áreas de tecnologia cresceu 60% em cinco anos, chegando a quase 45 mil em 2019.

Atualmente, elas ainda representam 20% do mercado tech no país. Para ampliar o acesso delas às vagas disponíveis, que surgem diariamente aos montes, fazem-se necessárias mais oportunidades de formação acadêmica e de planos de carreira sólidos neste setor. Afinal, trata-se de uma área que requer uma mão de obra extremamente especializada e com altas demandas de trabalho.

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Pilota

Apesar de ainda ser uma minoria, o número de mulheres licenciadas para pilotar aviões privados aumentou 106% entre 2015 2017, período durante o qual a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) fez seu último levantamento. Já no segmento de Pilotos Privados de Helicópteros (PPH), o crescimento foi ainda mais expressivo: de 47 para 167 pilotas, ou seja, 255%.

A representatividade feminina de 1,4% neste setor no Brasil ainda está bem abaixo da média mundial que é de 5,4%. No entanto, o caminho à conquista da equidade de gênero está sendo construído sem grandes oscilações. Uma vez que o primeiro passo para uma carreira na aviação é uma formação superior, prestar atenção às universitárias que estão desbravando este campo é uma forma de incentivo e reconhecimento ao papel social que elas prestam às novas gerações.

Cientista Contábil

A área contábil do Brasil está entre as que mais se transformaram nas últimas décadas, sendo hoje 43% composta por profissionais do gênero feminino. Além dos avanços genéricos, em muitos estados da federação, os Conselhos possuem comissões específicas para representar as mulheres contabilistas, merecendo assim seu quinhão de crédito pela melhoria do cenário nacional.

Dados registrados pelo Conselho Federal de Contabilidade demonstram que, em 2017, elas já eram maioria, com 51,6%, no setor contábil do Sudeste. Na prática, isso significa que mais estudantes se matricularam no curso de graduação e, a partir desta quebra de paradigma, é possível que tais números mantenham-se em crescente.

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Engenheira

Em apenas dois anos, entre 2016 e 2018, o número de engenheiras registradas no Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) subiu 42%. Até hoje, há muito preconceito contra as mulheres que buscam por profissões de Exatas e, mesmo assim, elas estão mostrando que este lugar também as pertence.

Outros dados são ainda mais animadores, pois demonstram que a tendência daqui para frente é de que a equidade de gênero no mercado será realidade de qualquer jeito. Com uma maior oferta de cursos, programas de financiamento mais acessíveis e mais debates sobre esta questão, as mulheres tornaram-se maioria entre os estudantes admitidos em pelo menos seis cursos de Engenharia.

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Representatividade importa

Em 2017, a ONG Plan International publicou um estudo com números reveladores: 40% das meninas entrevistadas não acreditavam ser tão inteligentes quanto os meninos. A pesquisa foi realizada com crianças e adolescentes brasileiras, de 6 a 14 anos.

Muito disso se deve ao fato de que a maior parte de nós seres humanos apenas é quando reconhece outros que são à sua semelhança. Logo, a falta de representatividade pode criar uma falsa impressão de que isso acontece por falta de capacidade e não pela misoginia que ainda existe.

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Escrito por Redação Afya

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