Pedro Ramos - abr 3, 2020

Mitos e verdades da influência dos pais para a profissão dos filhos

Quando chega o momento de escolher qual graduação fazer e qual profissão seguir, em geral, chegam também várias dúvidas.

Como associar as disciplinas que mais gosto com uma profissão? Qual peso deve ter o retorno financeiro na decisão de carreira? “Considero mais o que gosto ou o que dá mais dinheiro?” E “qual será a reação de meus pais em relação a minha escolha?”

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Embora algumas pessoas não considerem conscientemente a influência de seus pais na decisão de carreira, ela sempre ocorre. A depender de como os pais se comportam e reagem às escolhas dos filhos, essa influência pode ser maior ou menor, positiva ou negativa. 

Um deles está neste momento da vida de decisão de carreira, procurar saber quais são suas dificuldades, as ansiedades e os gostos pode ajudar e facilitar a escolha. Se você é o filho e vai fazer uma graduação em breve, conversar com seus pais é uma boa ideia para aliviar as tensões e fazer uma opção consciente e ponderada. 

como escolher uma profissão

Para que essa troca não tenha preconceitos/resistências de nenhuma parte e seja um diálogo aberto, que possa aproximar pais e filhos, confira aqui 4 mitos e verdades sobre a influência dos pais na profissão dos filhos, antes de seguir para a conversa: 

 

1. É possível “neutralizar” a participação dos pais na escolha da profissão dos filhos - MITO

Qualquer decisão que tomamos ao longo da vida, desde as mais simples como: comer uma fruta ou um biscoito, até a escolha da profissão, necessariamente é influenciada pelas experiências que tivemos, pela nossa cultura e pela forma como fomos criados.

Sendo assim a forma como nossos pais nos educaram certamente terá alguma influência em nossa carreira. 

 

2. A influência dos pais na decisão de carreira é sempre negativa - MITO

O fato de nossos pais influenciarem nossas escolhas não é em si um fato ruim. Muitas pessoas veem a participação dos pais na decisão de carreira como negativa, pensando que o filho irá optar por tal curso e não por outro simplesmente para agradar pai e mãe, sem considerar seus gostos pessoais. Porém, quando os pais orientam os filhos, indicando os caminhos, mas não tomam a decisão por eles, a influência na profissão é bastante positiva. 

 

3. Os pais podem ajudar na escolha do curso de graduação - VERDADE

Além da forma como educaram seus filhos, que é uma influência indireta, os pais podem participar ativamente da escolha dos filhos, ajudando para que eles consigam se conhecer melhor e possam optar pela carreira que mais lhe trará satisfação no futuro. Oferecer ao filho uma ajuda profissional, como orientação vocacional.

Outras ações possíveis são proporcionar ao filho experiências como conhecer a faculdade onde ele vai estudar ou fazer com que ele converse com profissionais da área, para conhecer a atividade e o mercado de trabalho.

Uma conversa sincera, expondo seu ponto de vista (mas sem preconceitos e reprovações), também pode ser uma forma de ajudar na decisão da profissão dos filhos. 

 

4. Os valores familiares interferem na escolha da profissão dos filhos - VERDADE

Como dissemos no primeiro item, muitas as nossas escolhas são feitas com base em nossas experiências de vida, onde as principais ocorrem no ambiente familiar. Nesse cenário, nossos pais buscam nos passar valores e de alguma forma, esses valores vão ser levados em conta (mesmo que inconscientemente). 

Nossos pais geralmente buscam nos influenciar e nos educar pensando em nosso bem-estar. Mesmo quando eles reprovam determinadas escolhas tomadas pelos filhos, provavelmente, eles acreditam que estão fazendo o bem. Sendo assim, vale a pena deixar de lado as influências negativas dos pais na profissão dos filhos e procurar buscar sempre tirar lições positivas nessa relação. 


Se você vai escolher sua profissão e ainda tem dúvidas sobre que caminho seguir, confira o e-book: Como saber qual é sua profissão ideal? Se quer saber mais sobre relação pais e filhos, leia também Entenda porque o Networking é fundamental para uma formação acadêmica!

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Escrito por Pedro Ramos