Redação Afya - mar 28, 2022

Como estudar matemática e outras matérias de Exatas

Com o fim do ensino médio tão recente, nós sabemos que pode ser bem difícil mergulhar de cabeça nas matérias que te traumatizaram por tanto tempo. A lembrança daquele professor sem didática está vívida em sua mente e, às vezes, àquela do Natal passado em recuperação, também. Entretanto, há uma luz no fim do túnel e ela é o fato de que aprender matemática e física pode ser bem mais fácil daqui para frente. Duvida?

Embora qualquer estudante possa se beneficiar das dicas que elencamos abaixo, este artigo foi escrito para quem não é muito fã das disciplinas de Exatas. Então, se você se identificou, comece já a sua leitura e bons estudos!

Comece pelo básico

A frustração pode nos levar à procrastinação e à desistência. Isso porque, de acordo com a terapia cognitivo-comportamental, nossos pensamentos influenciam nossos sentimentos que, por sua vez, sugestionam ações.

Ou seja, ao errar uma questão difícil, talvez você pense que é incapaz de compreender tal assunto, o que poderá lhe causar medo. Assim, para não passar por isso novamente, você passará a evitar os estudos, mesmo que inconscientemente.

Nesse sentido, o ideal para progredir em seus estudos de exatas, principalmente quando esta é a área pela qual você tem menos afinidade, é começar pelos exercícios mais fáceis. Assim, à medida que você for acertando as questões e encontrando por conta própria a mesma solução que o professor mostrou em sala de aula, sua mente estará mais motivada a continuar e até a tentar exercícios mais difíceis.

Não desista na 1ª tentativa

Um estudo do publicado em 2005 descreveu a importância da “batalha produtiva” que, em termos gerais, refere-se à busca insistente pela solução de um exercício matemático. À época, os pesquisadores descobriram que, mesmo quando não encontravam a resposta, os raciocínios desenvolvidos auxiliavam o cérebro a criar novas estratégias de abordagem.

Assim, uma forma de estudar com isso em mente é separar os problemas por níveis de dificuldade. Após resolver os básicos, que rotularemos de nível 1, você deve escolher exercícios um pouco mais complexos, denominados nível 2, para resolver em seguida. Na prática, enquanto as questões de nível 1 são representadas por aquelas cuja matérias já foi bastante revista em classe, as de nível 2 exigem um questionamento lógico mais profundo do tema.

Em um terceiro grupo, ainda estarão guardados os problemas mais difíceis, ou de nível 3, frequentemente, representados por questões do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Afinal, à medida que os exercícios selecionados como nível 2 forem se tornando mais simples de solucionar, você pode elevar o seu aprendizado realocando o nível 3 dentro do segundo grupo.

Intercale quebra-cabeças e descanso

Albert Einstein bem disse certa vez, “você não consegue resolver um problema com a mesma mentalidade que o criou”. Em seu livro ‘Aprendendo a Aprender’, a PhD Bárbara Oakley explica que o cérebro humano funciona de dois jeitos: difuso e focado, sendo ambos essenciais para o aprendizado.

Quando você está tentando resolver um problema bem específico de exatas, o seu cérebro está em modo focado. Para acionar o modo difuso, você precisa descansar, pois é neste momento que ele estará trabalhando aquela questão em segundo plano enquanto se distrai com outras coisas.

Nesse caso, descansar não significa dormir, mas fazer algum hobbie artístico, praticar um esporte ou até tomar um banho, contanto que você se mantenha acordado. É com este revezamento que se aprende de verdade, estando inclusive vinculado à nossa percepção de genialidade. Afinal, quando as respostas surgem de momentos ou atividades aleatórias, elas são muito mais criativas.

De muitas formas, este fato científico dá respaldo ao que Einstein afirmou de forma aparentemente despropositada décadas antes. Afinal, após uma ‘epifania’, gerada a partir do trabalho cerebral difuso, o seu cérebro já não é mais o mesmo, pois você está pensando de um modo diferente.

Questione suas limitações

Às vezes, uma única questão de matemática, física e química pode envolver diversos assuntos diferentes. Nesses casos, se você de fato não encontrar a solução depois de algumas tentativas, o ideal é não buscar logo a resposta pronta, mas questionar exatamente o que você não está conseguindo resolver ali. Pois entender a resolução feita por alguém na internet não é o mesmo que saber fazer sozinho.

A partir desta pergunta, algumas possibilidades de estudo aparecerão como alternativa para que você faça uma pausa nas atividades e estude o que ainda tem dúvida. Mais tarde ou de preferência depois de dois a três dias, você poderá voltar à questão com mais recursos para resolvê-la.

Em suma, refazer tais exercícios que uma vez lhe causaram dor de cabeça também será uma excelente forma de sedimentar o conhecimento adquirido. Afinal, quando algo não nos é mais útil, a tendência é de que o esqueçamos.

Aprendizado de longo prazo

No fim das contas, há uma regra geral para qualquer tipo de aprendizado: ele só dá resultados com o tempo. Não adianta virar a noite, beber litros de energético e acreditar que você conseguirá aprender tudo do que precisa num piscar de olhos. Nós sabemos que quem quer passar não deixa nada para última hora. Mas este conselho serve também para quem fica maluco tentando terminar vários módulos das apostilas do pré-vestibular por mês.

Aprender é um processo biológico, em que novas sinapses e relações mentais vão sendo criadas aos poucos. Para garantir um melhor desempenho, existem vários modelos de estudo, como o famoso Pomodoro. No entanto, o melhor será sempre o que faz você sentir que estudar é algo agradável e não um martírio. Então, se você precisar de mais do que 25 minutos de descanso entre um capítulo e outro, que assim seja!

Nossas últimas dicas deste artigo são para que você valorize o seu progresso diário, pratique o autocuidado e busque melhorar 1% a cada dia. Ao fim de 2022, esta melhoria paulatina é o que lhe garantirá uma boa nota no Enem e nos demais vestibulares.

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Escrito por Redação Afya

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